terça-feira, 31 de março de 2015

MATA BURRO


Expressão muito conhecida no varejo que é utilizada para a função de identificação das mercadorias que são transferidas do Depósito de Mercadorias para a área de vendas da loja. Utilizando esse processo, o gestor de estoque consegue identificar a quantidade de estoque de mercadorias existentes no Depósito e na área de vendas da Loja. Só que, para se ter um controle total do estoque, toda a movimentação de entrada e saída deve ser registrada por uma pessoa de prevenção de perdas com ajuda de um coletor de dados ou um terminal de retaguarda tipo PDV e, também, deve haver apenas um acesso ao depósito da loja. Se existir mais de um acesso, deve ter mesma estrutura em todos.

Bom. Já viram que esse processo custa caro e já não é tanto utilizado hoje em dia. O benefício em relação ao custo já não o torna viável. Com o avanço dos Sistema ERP para controlar os estoques acaba gerando um ponto de ressuprimento de mercadorias, capaz de suprir as necessidades de vendas sem gerar falta ou ruptura.

Hoje com o surgimento do Atacarejo, onde os estoques são bem maiores nas lojas, já justifica esse processo, visto que os estoques são compartilhados tanto na área de vendas da loja e também por vendedores externos que comprometem os estoques do Depósito.


Bem, algumas histórias eu já ouvi quanto a expressão “Mata Burro”, mas uma delas é por que com o surgimento do Código de barras que tinha semelhança a um mata burro e que todas as mercadorias tinham que ser registradas ali na passagem, então ficou a expressão popular estabelecida no varejo. 

Quem souber que conte outra...

Código de Barras

Mata Burro

Valeu

terça-feira, 24 de março de 2015

COLETORES DE DADOS

Um equipamento que está sendo muito utilizado pelo varejo supermercado hoje em dia é o Coletor de dados. Ele serve para coletar informações dos produtos, através do seu código de barras,  e executar uma ação ou operação. Ele pode ser utilizado para auxiliar o operador de loja a realizar uma série de procedimentos sem a necessidade de se locomover a um computador localizado no CPD da Loja ou Depósito. Abaixo algumas funções que pode ser desenvolvidas no coletor de dados:

1. Conferência de entrada e saída de Mercadoria.
2. Auditoria de Preços na Gôndola: Verificar se os preços na gôndola estão iguais aos do PDV ou cadastro e comandar a emissão de etiquetas;
3. Verificação de Estoque de produto para identificação de possível ruptura;
4. Pesquisa de preços no concorrentes;
5. Inventário de estoque.

Existem vários modelos de coletores, um para cada tipo de operação. Existem aqueles para operação de lojas (na área de vendas) e aqueles onde exigem maior nível de segurança num trabalho em ambiente hostil, como um Centro de Distribuição, por exemplo, onde há movimentação de empilhadeiras.

Só lembrando que essas funções do coletor devem ser desenvolvidas em conjunto com o Sistema ERP (Sistema Corporativo) da loja, onde estão todas as informações referentes aos produtos. Para isso deve-se contratar um fornecedor de software que ajudará no desenvolvimento dessa aplicação e efetuar todos os testes nos coletores de dados.

Acredito que as funcionalidades do coletor de dados vão cada vez mais serem ampliadas, visto que a tendência do varejo é melhorar a produtividade e atendimento nas suas áreas de venda, com foco em conquistar o cliente. Os coletores ajudam muito neste aspecto. 

Valeu...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CUSTO MÉDIO, CUSTO DA ÚLTIMA ENTRADA, CUSTO DE REPOSIÇÃO, CUSTO LÍQUIDO, CUSTO BRUTO

Vamos lá. Cada Custo tem seu significado e finalidade dentro do Varejo e possuem valores totalmente diferente. Vamos falar de cada um deles:

Custo Médio:

Esse Custo é utilizado para cálculo do Custo da Mercadoria Vendida, ou seja o CMV. E é calculado pela média ponderada do Estoque do produto:

EX: Qtd de estoque: 100
      Custo médio: 1,00
      Entrada: 10
      Custo da Nota Fiscal: R$ 1,20 por unidade
      Novo Custo Médio = (100*1,00)= R$ 100,00   
                                         (10*1,20) = R$ 12,00
                                          R$100,00 + R$ 12,00 = R$ 120,00
                                          R$ 120,00 / 110 = R$ 1,09

O Custo médio é utilizado para cálculo do resultado da empresa pela contabilidade e também pode ser utilizado na fórmula de formação de preços de produtos. Ele é utilizado para valorizar o estoque do produto vendido e para calcular a margem bruta.

Finalidade: Formação de preço, valorização de estoque (contábil) e apuração de resultado da empresa.

Custo da última Entrada

O Custo da última entrada é o custo que efetivamente foi pago o produto. O valor da Nota fiscal considerando todos os descontos e tributos. Esse custo é utilizado por muitos para formação do preço de produtos, visto que consideram que esse custo é o mais atual.
Finalidade: Valorização do Estoque (Comercial) e formação de preço

Custo de Reposição ou Custo de Compra

Esse custo está relacionado a tabela de venda do fornecedor. É o valor a ser pago pela reposição do produto.

Finalidade: Negociação Comercial

Custo Bruto e Custo Líquido

O Custo Bruto é o Custo de reposição, aplicando os descontos comerciais, bonificações e impostos incidentes. É o Valor que será faturado o produto na Nota Fiscal.

Finalidade: Pedido de Compra e recebimento.

O Custo líquido é o custo bruto aplicando-se os créditos de imposto de saída.

Finalidade: Formação de preço.

Hoje existem vários livros publicados para quem quiser se aprofundar mais no assunto. Principalmente os compradores e os formadores de preço devem ter esse conceito bem claro.


Valeu...

terça-feira, 13 de maio de 2014

DICAS DE PROCEDIMENTOS PARA PREVENIR PERDAS

Procedimentos simples podem ajudar a prevenir perdas em um supermercado. Vou citar alguns que considero importante:

1.   Recebimento de Mercadorias:  O maior percentual de perdas acontece no setor de recebimento de mercadorias. Talvez o motivo maior está relacionado com a falta de conferência da mercadoria que chega do fornecedor. Portanto é necessário que a mercadoria seja conferida usando a conferência cega, tanto nas mercadorias com peso como nas que são entregues embaladas em caixas. Essas caixas de preferência devem ser abertas para verificar a quantidade correta de seu conteúdo.

Problemas que podem acarretar perdas:

- Palets com Buracos (falta de mercadorias no centro dos Palets);
- Mercadorias próximas do vencimentos (Iogurtes e frios principalmente);
- Mercadoria em más condições de vendas (FLV principalmente);
- Mercadorias com muito gelo ou água nas embalagens (Açougue e aves principalmente);

2.   Estoques: Os níveis de estoques altos também são grandes causadores de perdas. Principalmente pelo armazenamento irregular de mercadorias e também pelo seu manuseio e demora na venda. Mercadorias que permanecem muito tempo estocadas, como são alimentos, suas embalagens podem estragar e torna-los impróprios para venda. A data de validade também é um agravador das perdas, que se não for utilizado o critério PVPS (Primeiro que Vence Primeiro que Sai) contribui, e muito, para aumentar o nível de perdas.

3.   Loja: Na loja existem alguns cuidados que se deve tomar para prevenir as perdas e ter um resultado satisfatório. Vou citar alguns:

- Os produtos de alto valor agregado devem ser expostos em lugar apropriado e com vigilância (de preferência de câmeras);
- A produção de produtos embalados internamente (Carnes, aves e frios) deve ser de acordo com a quantidade média de vendas;
- O FLV deve ser exposto em bancadas apropriadas para evitar quedas das mercadorias e eventuais perdas;
- Os PDV´s devem ser monitorados por câmeras também, para inibir roubos de mercadorias;

Como esses cuidados já é possível ter um bom resultado com a perdas e melhorar os lucros de um supermercado.

No próximo texto vou falar de Custos.


Valeu...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

COMPENSA OU NÃO CONTROLAR AS PERDAS?

É uma pergunta muito perigosa. Alguns responderiam imediatamente que sim, enquanto outro pensariam um pouco e talvez diriam que não.

Controlar as perdas exige, antes de mais nada, conhecê-las. Saber qual o índice de perda do Supermercado, para só depois disso pensar no que fazer.

Implantar controles de Prevenção de Perdas exigem procedimentos específicos num supermercado que consequentemente está ligado a pessoas (funcionários), ou seja, aumento da Folha de pagamento e despesas operacionais. Duas coisas que juntas podem afetar a margem líquida do negócio e reduzir os lucros.

Por isso, você deve levar em conta as duas coisas, a perda em si e o custo da prevenção de perdas.

Para se compensar é necessário ter equilíbrio, pois ambos são inversamente proporcional na medida, ou seja, quanto mais investimento em prevenção, menor é o índice de perda em relação as Vendas.

Abaixo um roteiro básico de implementação de Prevenção de Perdas:

  • Identificar as Perdas da Empresa por setor (índices que são criados através de inventários de   estoque); Sabemos que cada setor no supermercado possui um nível de perda diferenciado. Ex: FLV (Frutas, Verduras e Legumes) tem um índice maior que a mercearia. Já Carnes e Frios também são muito problemáticos;
  • Com os indicadores na mão, procurar os setores que mais quebram na empresa e procurar ataca-los primeiro;
  •  A empresa deve treinar e especializar os Analistas de Prevenção para serem responsáveis pelo cumprimento dos procedimentos de controle e apresentação dos resultados;
  • E por fim, acompanhar o desempenho da equipe para gerenciar se a redução está sendo efetivamente alcançada.


Lembre-se, a cada centavo ganho com a prevenção das perdas reflete diretamente no resultado da empresa, ou seja, o valor vai direto para o Lucro (sem IR é claro).

No próximo texto algumas dicas de procedimentos para prevenir perdas...


Valeu...

quinta-feira, 17 de abril de 2014

PREVENÇÃO DE PERDAS OU PREVENÇÃO E PERDAS

Prevenção de Perdas ou Prevenção e Perdas? A primeira é uma coisa só e a segunda são duas coisas... Prevenção e Perdas (parecem duas coisas).

Na verdade Prevenção de Perdas é uma área do Supermercado ou empresa que vigia e acompanha e implementa novos procedimentos com o objetivo de evitar perdas internamente e externamente. Essa equipe pode ser formada por profissionais especialistas, consultorias ou até mesmo a equipe de segurança patrimonial.

No supermercado pode-se existir muitos tipos de perdas relacionadas a diversos fatores. Vou citar alguns principais deles:

1    .       Roubo de produtos
2    .       Degustação
3    .       Acidentes com queda
4    .       Avaria na entrega
5    .       Mercadoria com data de validade vencida
6    .       Problemas de falta na entrega de mercadoria pelo fornecedor

Para cada caso acima ou outros não citados, existem procedimentos de prevenção que inibem ou até mesmo anulam essas perdas. Esses procedimentos, quando bem seguidos, trazem muita economia para o supermercado, visto que a perda afeta diretamente o resultado da empresa. Em termos de percentuais, 1% de perda é igual a 1% de lucro (sem impostos). Já imaginou? Isso para um Supermercado é talvez 30 % do seu lucro total. Sendo assim, tudo o que você evitar perder reflete diretamente no bolso do negócio.

Agora. Compensa ou não controlar as Perdas? Isso vou falar no próximo texto.


Valeu...

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

COMBO DE PRODUTOS

Combos de Produtos é um formato de vendas não só utilizado em Supermercados, mas também no varejo como um todo. Trata-se de uma junção de produtos pra serem oferecido ao consumidor com o objetivo de promover um dos produtos, promover marca ou alavancar vendas.

Existem vários tipos de combos:

Leve 2 produtos iguais e ganhe 1 diferente: (leve 2 shampoo e ganhe o condicionador)
Leve 4 produtos e ganhe 1 (leve 3 sabonetes e ganhe o 4 grátis)
Leve 2 refrigerantes e ganhe 1 pizza dentre outros

Várias composições de combos podem ser construídas pelos supermercadistas e aplicadas na área de vendas, mas é claro, sempre respeitando a afinidades entre os produtos. A perfumaria é sempre um setor onde podem-se fazer muitos combos e tem resultado muito positivo, visto que as margens dos produtos são maiores que os de alimentos, mesmo assim o comercial deve ter um acordo com o fornecedor para a aplicação do combo. Essa ajuda pode vir através da bonificação em verbas ou produtos para contribuir com seu ganho na margem.

Esse parceria entre supermercado e fornecedor é a que dá certo, um ganha na margem e o outro ganha na divulgação de um novo produto na sua loja. Perfeito.


Valeu...


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

SUGESTÃO DE COMPRA

Uma das funções muito difícil de ser executada no supermercado é a de Comprador de mercadoria ou Gestor Comercial. O comprador de mercadoria, muitas vezes, tem que apelar para o sua experiência para efetuar uma boa compra.

Ao mesmo tempo que ele tem que ser um bom negociador para garantir o melhor custo na compra, ele tem que se atentar para a quantidade que está comprando para que não sobre (excesso de estoque) e nem falte na loja (ruptura). O bom comprador se preocupa tanto com a compra como com a venda. Um boa negociação e compra eficiente, podem trazer bons retornos para o supermercado.

Acontece que, a maioria dos compradores não possuem informações eficientes com relação aos estoques dos produtos nas lojas e dependem de uma prévia contagem para decidir o quanto devem comprar.  Essa decisão também depende de diversos fatores que influenciarão numa boa compra. Vou citar algumas:

- Confiança no estoque informado;
- Confiança na Entrega da mercadoria pelos fornecedores;
- Cálculo da média de vendas para projeção da quantidade a comprar;
- Períodos em promoção do produto (distorce a média de vendas);
- Periodicidade de visitas do fornecedor.

Hoje existem uma série de ferramentas que auxiliam os Compradores a executar suas atividades que são os Sistemas Comerciais. Eles através dos parâmetros acima e com algoritmos de cálculos fornecem através de sugestão as quantidades que devem ser pedidas para o Fornecedor. Porém os sistemas não conseguem fazer sua função corretamente se não houver uma inserção de informações para esse cálculo. Acaba que o comprador aceita as sugestões dos fornecedores referente as quantidades a comprar que, devido a interesses próprios, podem sugerir quantidades maiores para o pedido de Compra.

Por isso, o uso de uma ferramenta eficaz para gerar a sugestão de compra se torna um fator importante, associado a uma ótima gestão dos estoques da empresa.


Valeu...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ACORDOS COMERCIAIS, BONIFICAÇÕES E VERBA

Bem, os Acordos Comerciais na sua concepção das palavras, são os acordos firmados com os fornecedores ou parceiros para realização de um evento comercial ou ação de vendas. Os Acordos representam a combinação do que será fornecido e as verbas ou bonificações (em produtos ou dinheiro) são as formas de pagamento que serão efetuados.

Alguns supermercadistas já possuem esses acordos em contrato de fornecimento e as cláusulas relacionadas a esses acordos já possuem sua forma de pagamento, são definidos datas e prazos. Por Exemplo: Verba para Inauguração de Loja, de reforma, enxoval de abertura de novas lojas, logística entre outros. Os Acordos comerciais podem ser firmados respeitando também uma meta estipulada para Supermercado, como por exemplo, uma taxa de crescimento nas compras desse fornecedor por um determinado período.

Os Acordos Comerciais são muito comuns no Varejo supermercadista, os próprios fornecedores agindo como parceiros incentivam esse tipo de negociação. Ambos têm foco nas vendas e sucesso do Supermercado, visto que o sucesso de um também é o do outro.

Quanto mais acordo você tiver com os fornecedores, mais controle você deve ter, para que não se deixe cair nada pelo caminho. Se não houver recebimento tudo que foi acordado e negociado fica perdido.

No próximo texto vou falar de Sugestão de Compra.


Valeu...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

ACORDOS COMERCIAIS, BONIFICAÇÕES E VERBA

Continuando o assunto, as Verbas Comerciais são aquelas verbas que o Fornecedor oferece para o Supermercado para alguma ação de vendas na sua loja. Por exemplo: Rebaixa de preço, participação do tabloide, ação promocional no jornal, revista ou TV, venda de espaço, espaço extra, ponta de gôndola entre outras.
Essas verbas vão engordar o resultado da Loja/Empresa e entram como ganhos comerciais de negociação que ajudam a manter a margem comercial.
Dentro do contexto de negociação, isso acaba se tornando uma parceria entre o Supermercado e o Fornecedor para oferecer maior vantagem para o consumidor ou para combater um concorrente próximo ou mesmo para alavancar as vendas.
No contexto de produtos essas verbas podem ir para lançamento de novos produtos pelo Fornecedor em parceria com uma Rede ou Loja.
Ressalto que o controle dessas entradas de verbas é essencial para a manutenção do resultado e margem da loja. Não adianta o comercial se esmerar em manter parcerias lucrativas com os fornecedores, se esses não honram os compromissos assumidos e o supermercado não cobram tais pagamentos por falta de processo de cobrança.
No próximo texto vou falar de Acordos Comerciais.
Valeu...